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Sua empresa está preparada para a Indústria 4.0?

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Empresas relevantes e competitivas, geralmente, são aquelas capazes de trabalhar com base em inovação e adequação às últimas tecnologias de mercado. Hoje, a indústria 4.0 é o conceito que guia a transição das empresas. Companhias entendem que precisam se adequar a essa nova realidade, mas o problema é que muitas nem mesmo entendem qual é o peso disso.

Preparar-se para a indústria 4.0 será um movimento natural, mas que não pode se estender demais. Automação, sistemas de gestão e integração de máquinas com computadores são alguns recursos que já estão ativos em muitos mercados. Para se manterem competitivas, empresas devem entender a relevância dessas e de outras tecnologias, além de como elas podem ser aplicadas em seus negócios.

Você sabe se sua empresa está realmente preparada para a indústria 4.0? Entender mais sobre o conceito, suas tendências e sobre o processo de transição será muito útil. Confira isso tudo a seguir!

O que é a Indústria 4.0?

Ao longo da história, a indústria passou por diversos momentos de progressão que trouxeram novos recursos, mais produtividade e qualificação. Essas eras foram marcadas por grandes mudanças estruturais e práticas — o que hoje pode ser visto novamente. A indústria 4.0 nada mais é que a quarta revolução industrial, que traz características únicas.

O momento é de grande avanço tecnológico e de reflexos claros desse progresso nos processos de trabalho. Por isso, a indústria 4.0 pode ser considerada um estágio de evolução provocado pela relação cada vez mais estreita entre procedimentos e tecnologia de apoio. Quando falamos dessa quarta revolução industrial, podemos elencar alguns recursos e tendências marcantes, como:

  • sistemas de gestão automatizados;
  • equipamentos e maquinários capazes de se comunicar com sistemas e plataformas de gestão, por meio de Internet das Coisas (IoT);
  • dados a serviço da previsibilidade, análise de desempenho e adequação a mercados e públicos;
  • computação em nuvem.

Cada um desses recursos, além de alguns outros, já compõem a realidade de muitas empresas, especialmente de indústrias. Contudo, para algumas companhias, a transição não foi ainda percebida, ainda que muitas delas já façam uso desse recurso.

Oficialmente, o termo indústria 4.0 foi visto pela primeira vez em 2011, na Hannover Messe, uma das mais importantes feiras do setor, que ocorre anualmente na Alemanha. Desde então, há um debate crescente sobre a necessidade de progredir até a quarta geração da indústria mundial.

Só que nem todas as empresas têm o entendimento de como isso pode ser feito, além de haver a necessidade de preparação. Afinal, por mais que estejamos falando de avanços tecnológicos benéficos, o processo de transição não é tão simples quanto pode parecer.

Adaptações de mercado

A adaptação é uma questão que varia de um mercado para outro. Para alguns, será muito mais fácil, especialmente os que já passaram pela transformação digital. Essa transição pede a inclusão de práticas e demandas referentes ao segmento de acordo com a nova realidade de tecnologia à disposição.

Mercados absorvem tendências com certa facilidade, o que gera um movimento natural de adequação por parte de todas as empresas. A indústria 4.0 traz tendências e ferramentas específicas, mas a sua aplicação em cada segmento varia, o que gera desafios.

Investimentos

Investir é talvez a principal questão em momentos de transição. Novas tecnologias requerem a aquisição de sistemas, maquinários e outros recursos que possibilitarão a adequação. Empresas precisam ter em mente, no entanto, que os investimentos devem ser feitos com muita precisão.

Há muitos fornecedores de tecnologia no mercado, o que torna o desafio ainda maior. Selecionar uma nova solução é um processo que demanda análise de requisitos e entendimento das particularidades do mercado. Esse é o caminho para que, na hora de contratar, haja a certeza de que o melhor foi buscado.

Qualificação e treinamentos

Novas tecnologias requerem novos processos e adaptação por parte dos colaboradores. Uma indústria pode ser repleta de práticas e, quando elas passam a funcionar em uma nova infraestrutura tecnológica, a qualificação e o preparo são necessários.

Parte do processo de transição para a indústria 4.0 passa por qualificar essas pessoas. Treinamentos são fundamentais para que elas consigam se adaptar rapidamente a novos sistemas, interfaces e, principalmente, processos de trabalho. Só isso garante uma transição que aplique novas realidades ligadas às tendências da indústria, mas focando também em produtividade.

Gestão de mudanças

Essa transição, naturalmente, vai gerar mudanças que precisam ser bem absorvidas. Um processo tranquilo tem impacto direto na adoção de novos sistemas e processos ligados à indústria 4.0. Por isso, um trabalho de gestão de mudanças é fundamental, já que vai reduzir ao máximo os impactos que demandas e trabalhadores sofrem normalmente nesses momentos.

Um trabalho de gestão de mudanças também garante um retorno mais satisfatório em relação aos investimentos. Custos estão sempre sob análise, por isso, justificá-los com resultados concretos faz toda diferença. No geral, uma boa preparação junto aos colaboradores, com adaptação dos processos, resultará em uma transição de impactos negativos reduzidos ao máximo.

Por que se preparar para essa era?

Mudanças trazem a necessidade de preparação. Não se espera que companhias do setor estejam adaptadas do dia para a noite, mas o processo precisa ser anunciado quanto antes. Quando o termo surgiu, em 2011, era um sinal de que muitas das novas tecnologias e processos já podiam ser observados. E, com o passar do tempo, a necessidade da transição fica cada vez mais evidente.

Empresas que se qualificam para a indústria 4.0 são capazes de aproveitar todos os benefícios da revolução gerada — redução de erros, segurança de dados, entre outras questões. A seguir, saiba quais razões decisivas mostram por que empresas precisam se preparar para a indústria 4.0.

Redução de erros operacionais

Um dos principais papéis da tecnologia na indústria atualmente é reduzir o índice de erros de processos. Automatizar garante que pessoas foquem em trabalhos estratégicos, analíticos, interpretativos e de planejamento, deixando tarefas operacionais a sistemas e máquinas. Dessa maneira, a incidência de erros é reduzida, graças às padronizações da tecnologia de automação.

Não significa dizer que todo erro operacional será 100% evitado. Mas a indústria 4.0 traz recursos que capacitam pessoas a planejarem processos altamente qualificados e precisos. Ao aliar a padronização à automação, garante-se, no mínimo, que sistemas executarão determinada tarefa, repetidamente, do modo ao qual foram instruídos a fazerem.

Maior centralização dos dados

Os dados são fundamentais na gestão de empresas. O desempenho de companhias é mensurado por meio desse nível de informação e propostas de otimização também são feitas a partir dessa base. Sendo um ativo tão essencial à indústria, esses dados precisam estar acessíveis, organizados e à disposição de sistemas de gestão e automação.

A centralização de dados é uma das possibilidades mais interessantes quando tratamos da aplicação da indústria 4.0 nos mercados atuais. Sistemas de Business Intelligence (BI) possibilitam que um alto nível de informação, em Big Data, seja captado, tratado e armazenado em um só local. Isso facilita a integração entre setores e dinamiza o trabalho de análise de dados no cotidiano.

Mais segurança de dados

A segurança também é uma prioridade hoje, já que os dados são um dos ativos mais valiosos das empresas. Leis como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a General Data Protection Regulation (GPDR) foram sancionadas para que, no Brasil e na Europa, respectivamente, companhias tenham responsabilidade com o tratamento de dados de clientes. Todavia, isso só é realmente possível se houver a aplicação de tecnologia especializada.

A indústria 4.0 é toda baseada em recursos de segurança no suporte a sistemas, locais de rede e nuvem — um local remoto que recebe dados e arquivos. Esse ambiente é criptografado, ou seja, somente emissor e receptor de um conteúdo têm acesso a ele, impedindo que ataques interceptadores resultem no roubo de informação estratégica ou pessoal.

Quais são as tendências da Indústria 4.0?

A indústria 4.0, quando anunciada, já trazia sinais claros de tendências que podiam ser observadas em prática no mercado. A revolução industrial nesse estágio foi marcada pela aplicação de algumas tecnologias e novas práticas que esses recursos possibilitaram às companhias. Por isso, conhecer as principais é fundamental para entender como sua empresa pode se adaptar a elas.

Automação de sistemas

A automação de sistemas é um dos pilares mais importantes da indústria 4.0. Trata-se da possibilidade de softwares variados executarem trabalhos sem a necessidade de um usuário. A influência humana se dá apenas na etapa de configuração de determinada execução, ou seja, um funcionário qualificado programa o sistema para que ele execute a tarefa da maneira desejada.

Esse funcionamento pode se aplicar tanto a sistemas digitais, como os softwares de BI ou de gestão, quanto para máquinas, conectadas também a uma aplicação. As principais vantagens da tecnologia de automação, além da redução do tempo de trabalho, é a redução de erros e a rastreabilidade de desempenho. Toda e qualquer tarefa executada gera dados que retratam o desempenho.

Na indústria, quando uma tarefa é automatizada, o sistema responsável garante relatórios de desempenho que são entregues com regularidade. Muitas vezes, as informações não são disponibilizadas de maneira concisa, mas por meio de métricas. O importante é que se pode monitorar o processo, analisar os dados, propor melhorias, corrigir erros, entre outras tarefas.

Internet das Coisas

Dados referentes a processos executados podem ser rapidamente conectados a uma plataforma receptiva, como um local de nuvem. A Internet das Coisas (IoT) é a tecnologia que permite que aparelhos, máquinas e ferramentas se comuniquem com plataformas, sistemas e, de modo geral, bases que receberão informações. Assim, é possível acompanhar o desempenho e o comportamento desses dispositivos.

Por meio dessa possibilidade, torna-se viável ter uma resposta em tempo real sobre o desempenho de uma ferramenta ou máquina qualquer utilizada na indústria. O monitoramento possibilita acessar dados relevantes que vão basear a tomada de decisão futura — que pode vir por meio de ajustes nos processos de produção, por exemplo.

Com a IoT, a indústria consegue ter maior previsibilidade em relação à necessidade de manutenção de uma ferramenta. Da mesma forma, a partir de um sistema, é possível ativar máquinas e controlá-las com a riqueza de informações necessárias sobre seu desempenho.

Cultura data driven

A cultura data driven é baseada em dados e no que eles podem mostrar às empresas. Isso significa que toda e qualquer decisão a ser tomada pela companhia é feita por meio das informações que foram captadas. Dados têm alta capacidade de relatar desempenho do mercado, produtividade de colaboradores e eficácia de processos, por isso, trazem segurança na tomada de decisões.

No cenário atual, os dados ajudam companhias a captarem informações geradas em cada uma de suas atividades. Para isso, as ferramentas de BI são essenciais, uma vez que também ajudam a processar as informações e a identificar padrões e insights.

Hoje, os dados são fundamentais até mesmo na hora de selecionar uma nova solução de gestão empresarial, por exemplo. Consultorias especializadas prestam suporte a decisões utilizando soluções que alinham os requisitos das empresas às funcionalidades que os sistemas oferecem. Assim, companhias conseguem ter uma base sólida para selecionar seu novo fornecedor com maior precisão e segurança.

Computação em nuvem

A computação em nuvem há algum tempo já tem se mostrado como um dos recursos mais interessantes em nível de eficácia em segurança. O recurso em questão é muito simples: servidores remotos armazenam aplicações, sites, arquivos, dados e informações de todos os tipos. Logo, o armazenamento físico em HDs de computadores é dispensado.

Empresas que julgam necessário têm adaptado suas operações ao ambiente de nuvem, sobretudo porque ele se mostra seguro. Quando arquivos estão salvos remotamente, as chances de perdas de dados por ataques ou problemas técnicos é reduzida consideravelmente. Ademais, a velocidade ao carregar esses dados é muito maior.

O acesso às nuvens também é facilitado. Se a empresa usa um sistema hospedado remotamente, basta que o usuário tenha um login e senha cadastrados. Além de ele não precisar instalar o programa em seu computador, pode acessar a aplicação de qualquer lugar, a qualquer hora. Basta inserir suas credenciais para explorar softwares e dados da maneira que preferir.

Inteligência artificial

A inteligência artificial é uma tecnologia que surge como base para que muitos sistemas e máquinas funcionem. Esse recurso permite, basicamente, que aplicações sejam capazes de replicar o comportamento humano, garantindo uma atuação mais dinâmica e eficaz. É o que vemos na automação, por exemplo.

O uso desse recurso, porém, não significa substituir pessoas por máquinas. A indústria 4.0 é marcada pelo direcionamento de profissionais a cargos e funções estratégicas, inclusive na configuração e otimização da própria inteligência artificial. Dessa forma, os sistemas que fazem uso dessa tecnologia poderão cada vez mais atuar no suporte às atividades que humanos exercem.

Uma das bases da inteligência artificial é a tecnologia de Machine Learning — o aprendizado de máquina. Ela garante que aplicações variadas aprendam diante da interação com humanos e, a partir disso, criem um banco de dados de informações. O sistema “aprende” esses comportamentos e pode responder ou replicá-los, como é o caso dos chatbots, os robôs de atendimento que costumamos ver em alguns sites.

Como preparar sua empresa para essa realidade?

Se você está aqui, lendo este conteúdo, é porque, mais do que querer saber se sua empresa está pronta, deseja também saber como adaptá-la para a indústria 4.0. A partir de agora, então, confira um miniguia para trabalhar em cada etapa da transição do seu negócio à nova geração da indústria.

Defina os planos de crescimento da empresa

O primeiro passo é traçar um planejamento de crescimento e desenvolvimento da sua empresa. Esse estágio deve se iniciar pela análise do momento atual da companhia em relação à indústria. Assim, fica mais fácil entender quais são as necessidades de desenvolvimento e qual é a relação delas com possíveis avanços que as novas tecnologias proporcionam.

Feito isso, é hora de pensar no desenvolvimento da companhia apoiado na transição aos novos modelos de indústrias baseados na tecnologia. Nesse trabalho, serão avaliadas tecnologias necessárias, mudanças de processos, contratação de softwares mais modernos e preparação dos colaboradores. Tudo precisa compor um plano detalhado que integre todas as necessidades.

Além dos esforços, esse plano de crescimento vai relatar os investimentos necessários. A partir daí, a empresa trabalhará para se organizar financeiramente, antes de começar o processo de adequação. A transição não é um procedimento rápido e pode até mesmo durar anos. Por isso, quanto antes o planejamento for feito, melhor para o negócio.

Avalie a arquitetura de sistemas

Sistemas, muitas vezes, são o coração das empresas. Especialmente os ERPs, que integram todos os departamentos, por meio de módulos e demandas em um só local, precisam funcionar da maneira mais eficaz possível.

Talvez o da sua empresa já não esteja capacitado às demandas ao qual é exposto, e não é difícil perceber isso no dia a dia. Quando os sinais são dados, o melhor a se fazer é reavaliá-los. Portanto, analisar a arquitetura dos sistemas é um dos principais passos ao preparar uma companhia para a indústria 4.0.

Soluções ultrapassadas dão algumas amostras claras no cotidiano de que não estão mais no nível de exigência da empresa. Você percebe isso por meio das seguintes situações:

  • tarefas essenciais da rotina se tornam uma dificuldade;
  • novas necessidades não podem ser solucionadas pela ferramenta;
  • o sistema está cada vez mais lento e de uso dificultado;
  • o sistema apresentou episódios de vulnerabilidade de segurança.

A análise da arquitetura do sistema atual deve avaliar também se ele é capaz de comportar todos os departamentos e processos da empresa. Se não há um sinal positivo quanto a isso, é hora de começar a pensar em uma nova solução o mais rápido possível.

Selecione a solução ideal

O processo de seleção da solução é uma das etapas mais decisivas nessa transição à indústria 4.0. Com ferramentas decisivas no sucesso das companhias, a responsabilidade na contratação de uma nova infraestrutura é grande. Por isso, o passo inicial é realizar pesquisas sobre fornecedores e quais funcionalidades do sistema eles são capazes de oferecer.

Nesse estágio, uma das melhores decisões é a contratação de empresas especializadas na consultoria de seleção de software. Esses prestadores coletam informações de requisitos junto aos clientes e, com o suporte de ferramentas automatizadas, mostram qual solução do mercado está mais alinhada às necessidades do negócio.

O serviço não consiste em indicar às companhias quais soluções elas devem contratar, mas apontar os resultados das análises e entregar um relatório a fim de basear a decisão. Com uma relação transparente e livre de interesses, as empresas conseguem visualizar de forma clara quais soluções do mercado serão mais adequadas ao fornecer uma nova arquitetura.

Implemente com qualidade

A implementação é também um importante processo, afinal, é a hora de as mudanças serem realmente aplicadas. E o planejamento é o pilar que garantirá que elas sejam aplicadas gradativamente, favorecendo a adaptação da empresa à nova realidade, sem riscos.

Na hora de implementar, é fundamental manter o rigor com padrões de segurança e qualidade definidos em conjunto com fornecedores e times de TI. Esse é um período de grande volume de demandas e que ocupará por muito tempo os profissionais desse setor na empresa. Por isso, o planejamento deve garantir cronogramas que organizem as tarefas a serem realizadas.

A implementação precisa ser um processo baseado em controle de qualidade, evitando que qualquer mudança impacte na disponibilidade de recursos e serviços. Assim, há a garantia de que, ao fim do trabalho, a empresa seguirá com suas demandas sem maiores problemas.

Qualifique os colaboradores

A transição para novos sistemas e tecnologias representa alguns impactos aos colaboradores. Eles também precisam de tempo para se adaptarem aos novos processos, às interfaces, funcionalidades de sistemas e à operação modificada. As empresas não podem esperar que essas pessoas se adaptem de uma hora para outra — é fundamental oferecer suporte durante a transformação.

A melhor forma de fazer isso é por meio de qualificação, ou seja, treinamento especializado para que o colaborador tenha uma integração facilitada e rápida à nova realidade. Tratando-se de novos sistemas, é comum que fornecedores ofereçam treinamentos dentro das empresas. Antes da contratação, entretanto, é importante checar se esse serviço está incluso no que é contratado.

Quanto melhor for o processo de qualificação, mais rápida e eficaz é a transição. Esse é um momento em que, naturalmente, há queda na produtividade, mas que não pode colocar em risco a estratégia da empresa. Investir em treinamentos garante que a transição seja a mais suave possível, sem que os resultados sofram impactos significativos.

A indústria 4.0 é uma realidade concreta e que se mostra cada vez mais acessível às empresas. Sua companhia pode fazer uma transição saudável e organizada, principalmente se seguir as dicas que você conferiu ao longo deste conteúdo.

Agora, aproveite e saiba mais sobre como a tecnologia no varejo está relacionada com os novos hábitos do consumidor.

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